As três principais religiões da China são o taoísmo, confucionismo e budismo.
Curiosamente surgiram quase ao mesmo tempo, entre os séculos 6 e 4 a.C., período em
que reina a turbulência política, social e moral na região. Em pouco tempo os
pensamentos dos sábios Lao-Tsé, Confúcio e do hindu Sindarta Gautama, que mais do
que tudo eram filósofos, moldaram a estrutura da civilização chinesa. Pensamentos
esses que curiosamente começaram como filosofias que não se importavam com os
deuses e se voltavam para as ações cometidas enquanto as pessoas eram vivas.
Antes dos filósofos predominava o politeísmo. Os primeiros chineses adoravam
divindades da natureza, acreditavam que o mal era consequência dos pecados
humanos e cultuavam os espíritos dos antepassados. E também achavam que o
singelo panda tinha poderes mágicos
Sincretismo:
As religiões na China, especialmente o confucionismo e o taoísmo têm uma característica singular: desenvolveram suas ideias e rituais antes de qualquer contato significativo com o resto do mundo, especialmente com o Ocidente. Daí por que parecem diferentes de qualquer outra crença. Outra peculiaridade é a influência mútua entre as religiões. Na China Antiga eram comuns os debates entre taoistas e confucionistas, mas as discussões acabavam por ajudar os dois lados a desenvolver suas próprias bases de pensamento. Quando o budismo chega à China, vindo da Índia, as duas religiões nativas absorvem muitas ideias novas. Os taoistas, por exemplo, fundam mosteiros e escrevem em cânone de textos sagrados, nos moldes dos budistas.
As religiões na China, especialmente o confucionismo e o taoísmo têm uma característica singular: desenvolveram suas ideias e rituais antes de qualquer contato significativo com o resto do mundo, especialmente com o Ocidente. Daí por que parecem diferentes de qualquer outra crença. Outra peculiaridade é a influência mútua entre as religiões. Na China Antiga eram comuns os debates entre taoistas e confucionistas, mas as discussões acabavam por ajudar os dois lados a desenvolver suas próprias bases de pensamento. Quando o budismo chega à China, vindo da Índia, as duas religiões nativas absorvem muitas ideias novas. Os taoistas, por exemplo, fundam mosteiros e escrevem em cânone de textos sagrados, nos moldes dos budistas.
Taoísmo:
O taoísmo ditou o modo de pensar e agir do povo chinês por mais de 2 mil anos. Os preceitos taoistas valorizam a liberdade individual e a espontaneidade. Atribui-se sua criação a Lao- Tsé, suposto autor do “Livro da Razão Suprema”, compilado por volta do ano 300 a.C. Tao significa “caminho”, origem e fim de todas as coisas. O objetivo taoista é tomar consciência por meio da contemplação, buscando a libertação em contraposição ao mundo ilusório, pela renúncia aos ditames sociais, aos próprios desejos e vaidades. Esse seria o segredo para se chegar à imortalidade. Por volta do século II da era cristã, começaram-se a organizar-se na China comunidades religiosas preocupadas com questões ligadas à imortalidade. Para atingi-las, usavam talismãs e praticavam meditação, a disciplina sexual, a alquimia, exercícios respiratórios e dietas.
Confucionismo:
Confúcio (ou Kong Fuzi) viveu de 551 a.C. a 479 a.C. Ele se apresentava como
transmissor de ensinamentos dos sábios chineses. Pregava a imitação dos soberanos
justos, a sabedoria, a harmonia, a piedade filial, o cultivo das virtudes e o dever de
aspirar à perfeição. Para atingir a perfeição, o zen, era preciso praticar a sinceridade, a
moderação, a justiça, a fidelidade à natureza e a lealdade. Com relação ao governo, Confúcio dizia que o governante deveria se esforçar para que o povo vivesse em
paz e prosperidade. Caso o contrário, deveria ser substituído. Ele não propôs credos
ou ritos. Respeitava, mas não venerava nenhum deus. Preferia cultuar os antepassados.
Budismo:
A palavra “buda” pode ser traduzida como sábio ou iluminado, aquele que atingiu um grau elevado de consciência, a perfeição plena. O buda mais conhecido é o próprio fundador do budismo, Sidarta Gautama. Aspectos mitológicos foram acrescentados à sua biografia. Ele teria nascido por volta de 560 a.C., filho de um rei da região norte da Índia. O menino desde cedo mostrou grande inteligência e sabedoria. Depois de muitos anos vivendo entre os muros do palácio, Sidarta começou a refletir sobre as aflições da humanidade e, aos 29 anos, abandonou sua posição real e foi viver na floresta. Seis anos de meditação sob uma árvore lhe trouxeram iluminação e Sidarta começou a peregrinar, transmitindo suas impressões sobre a vida. Seus ensinamentos se espalharam por todo o continente asiático e influenciaram o processo de formação de diversas civilizações da região. Os budistas tentaram conquistar os chineses no século I d.C., mas encontraram resistência por parte dos confucionistas. Foi só em 526 que o dirigente de uma seita indiana, Bodhidhama, fundou na China a primeira escola de ch’an (meditação). O movimento cresceu até se transformar em uma linha religiosa e filosófica distinta, o budismo mahayana, mais conhecido como zen no budismo.
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| Ideograma da água |
O taoísmo ditou o modo de pensar e agir do povo chinês por mais de 2 mil anos. Os preceitos taoistas valorizam a liberdade individual e a espontaneidade. Atribui-se sua criação a Lao- Tsé, suposto autor do “Livro da Razão Suprema”, compilado por volta do ano 300 a.C. Tao significa “caminho”, origem e fim de todas as coisas. O objetivo taoista é tomar consciência por meio da contemplação, buscando a libertação em contraposição ao mundo ilusório, pela renúncia aos ditames sociais, aos próprios desejos e vaidades. Esse seria o segredo para se chegar à imortalidade. Por volta do século II da era cristã, começaram-se a organizar-se na China comunidades religiosas preocupadas com questões ligadas à imortalidade. Para atingi-las, usavam talismãs e praticavam meditação, a disciplina sexual, a alquimia, exercícios respiratórios e dietas.
Confucionismo:
Confúcio (ou Kong Fuzi) viveu de 551 a.C. a 479 a.C. Ele se apresentava como
transmissor de ensinamentos dos sábios chineses. Pregava a imitação dos soberanos
justos, a sabedoria, a harmonia, a piedade filial, o cultivo das virtudes e o dever de
aspirar à perfeição. Para atingir a perfeição, o zen, era preciso praticar a sinceridade, a
moderação, a justiça, a fidelidade à natureza e a lealdade. Com relação ao governo, Confúcio dizia que o governante deveria se esforçar para que o povo vivesse em
paz e prosperidade. Caso o contrário, deveria ser substituído. Ele não propôs credos
ou ritos. Respeitava, mas não venerava nenhum deus. Preferia cultuar os antepassados.Budismo:
A palavra “buda” pode ser traduzida como sábio ou iluminado, aquele que atingiu um grau elevado de consciência, a perfeição plena. O buda mais conhecido é o próprio fundador do budismo, Sidarta Gautama. Aspectos mitológicos foram acrescentados à sua biografia. Ele teria nascido por volta de 560 a.C., filho de um rei da região norte da Índia. O menino desde cedo mostrou grande inteligência e sabedoria. Depois de muitos anos vivendo entre os muros do palácio, Sidarta começou a refletir sobre as aflições da humanidade e, aos 29 anos, abandonou sua posição real e foi viver na floresta. Seis anos de meditação sob uma árvore lhe trouxeram iluminação e Sidarta começou a peregrinar, transmitindo suas impressões sobre a vida. Seus ensinamentos se espalharam por todo o continente asiático e influenciaram o processo de formação de diversas civilizações da região. Os budistas tentaram conquistar os chineses no século I d.C., mas encontraram resistência por parte dos confucionistas. Foi só em 526 que o dirigente de uma seita indiana, Bodhidhama, fundou na China a primeira escola de ch’an (meditação). O movimento cresceu até se transformar em uma linha religiosa e filosófica distinta, o budismo mahayana, mais conhecido como zen no budismo.




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