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Afinal, quem eram os VIkings?

Quando se pensa em Vikings, logo vem a mente grandes guerreiros sanguinários e pagãos que gastava todas suas energias para saquear os outros povos europeus mais ao sul. Essa visão estereotipada de Viking como bárbaros sangrentos, era também compartilhada pelos outros povos europeus, que viveram no período chamado de a Era Viking, época que os vikings a cima de tudo ficaram famosos por suas grandes expedições cruzando toda a Europa. Pois bem, sabemos que nem os próprios nórdicos ou nem mesmo os outros europeus chamavam os saqueadores nórdicos de “Viking”, a origem desse termo não é um consenso entre os historiadores, sendo a origem mais popularmente citada é que Viking é como um verbo, que o Viking seria a ação de se ir a outros territórios, realizar saques e outras atividades piratas. 

O estereótipo de Viking

 A realidade é que, o termo Viking é adotado para se dizer a respeito de vários povos provenientes da Escandinávia, região situada no extremo norte da Europa, que realizavam atividades de pirataria e comércio ao sul da Europa. Dentre esses povos podemos ter Noruegueses, Dinamarqueses ou Suecos. Que mesmo entre si, não podemos considerar uma hegemonia entre por exemplo, os Noruegueses. Então assim, podemos entender a problemática do Termo Viking, que é nada, se não uma visão que homogeniza vários povos de regiões, culturas e fé diferentes, que sim, compartilham de alguns traços em comum, entretanto não podemos considerá-los como um só povo.

Os povos escandinavos não viviam apenas em prol dos saques, possuíam também um comércio interno, atividades agrícolas e uma pescaria muito forte, que se mostra forte até os dias atuais. Que inclusive possuíam uma sociedade impressionantemente volátil para aquela época, com algumas chances de mobilidade social, que poderiam ser provenientes do sucesso militar ou até do comércio, diante das grandes rotas comerciais estabelecidas pelos povos escandinavos, como podemos notar nos mapas a seguir:






A partir desses mapas podemos ver o imenso alcance que os ditos povos Vikings possuíram em pouco tempo, atingindo territórios muito distantes como rotas comerciais pelo leste europeu, passando por Bagdá, indo até Constantinopla, pelos Suecos. Já os Noruegueses além de terem tido contato com os Sarracenos nas ilhas do extremo Sul europeu, ou até mesmo no Norte da África. Mas eles não pararam por aí, os Noruegueses foram responsáveis pela descoberta das ilhas inabitadas da Islândia e Groenlândia. Os povos Noruegueses, proveniente da Islândia, chegaram até a América do Norte, mas não estabeleceram uma colônia lá, um dos motivos ditos pelos historiadores atuais é que eles tiveram alguns problemas com Esquimós, nativos dali.

Como podemos perceber, os povos Vikings portanto possuíam uma grande habilidade marítima, uma vez que o resto da Europa demoraria cerca de 500 anos para conseguirem feitos marítimos similares e esse foi o grande segredo para o sucesso Viking que podemos observar nos mapas acima. Os povos Vikings, possuíam além de avançadas técnicas de navegação, uma forte tecnologia para o mesmo fim, esses avanços que se deram por meio de uma necessidade de se navegar pelos rios e mares na Escandinávia, uma vez que o território é muito montanhoso e também dependiam muito da pesca para sua sobrevivência.

As embarcações Vikings descreve muito bem como eles conseguiam ir tão longe. As características mais marcantes das embarcações de viagem (e de guerra) dos Vikings eram, barcos feitos de madeira que possuíam velas retangulares e retráteis, juntamente a possibilidade de navegação por remo, isso era importante pois poderiam utilizar os dois ao mesmo tempo, assim obtendo mais velocidade, e também haviam muito controle para manobras e navegação fluvial, uma vez que poderiam navegar apenas com os remos, não dependendo da ação dos ventos. Porém apesar das semelhanças entre a maneira que as embarcações funcionavam, nem só de navios de guerra se faziam as frotas Vikings, também existiam barcos de pesca e balsas. Contudo nem mesmo os barcos de guerra (e viagem), possuíam uma igualdade total, apesar de serem feitos com a mesma tecnologia eles poderiam ser mais compridos ou mais largos, dependendo do povo que o construíra, por exemplo, sendo necessário de um porão maior para o comércio, eles poderiam facilmente serem construídos mais largos, perderiam velocidade por isso, entretanto as rotas comerciais, principalmente suecas utilizam meios fluviais, onde não se é tão necessário essa velocidade.




Referências Bibliográficas

AMORIN JR. Elias Feitosa de. Vikings: Guerreiros e Desbravadores. In Almanaque da História Antiga. Ano I, nº 1 (201-).

AYOUB, Munir Lutfe. A Datação do Início das Realezas do Período Viking. In XVIII Encontro Regional (ANPUH-MG). Mariana: ANPUH-MG, 24 a 27 de Jul/2012.

SANTOS, Jorge Wenceslau dos Santos. Um Breve Ensaio Sobre os Vikings. UEMG: 2016. (disponibilizado pelo pelo autor).

SIMONS, Gerald. Os corsários Vikings. In Os Bárbaros na Europa. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1971 (p. 125 – 145).

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